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Diretor-presidente do Iteracre, Nil Figueiredo e cabos eleitorais continuam presos em Rio Branco

O diretor-presidente do Instituto de Terras do Acre (Iteracre), Nil Figueiredo e o servidor público André Venício de Assis, além dos outros seis investigados no âmbito da Operação Democracia, deflagrada na sexta-feira, dia 19, em Rio Branco, pela Polícia, Federal, continuam presos.
Segundo apurou o ac24horas, neste sábado, dia 20, todos os oito investigados presos foram levados, ainda na tarde de sexta-feira, para as celas do sistema prisional estadual. Nil e André estão na Unidade Prisional 4 (UP4), a antiga Papudinha, na região do Tucumã.
Além de Nil e André Vinício [homem de confiança do petista], a Polícia Federal alega que os outros seis presos provisoriamente e que por isso não tiveram os nomes divulgados, coordenavam, coim divisões de tarefas, o esquema de compra de votos que “saqueou” o Iteracre nos meses que antecederam as eleições.
Nil Figueiredo, um dos secretários mais influentes do governo de Sebastião Viana, foi candidato a deputado estadual. O grupo, que estava sendo monitorado pelos investigadores há pelo menos 20 dias, foram gravados combinando estratégias para manter o esquema e eleger, usando da estrutura pública, o então candidato.
Em uma ligação grampeada entre Nil e um dos cabos eleitorais de campanha, cujo nome não foi divulgado ainda pela Polícia, o diretor do Iteracre, avisado sobre a compra do voto, chega a comemorar e determina que a jogada para angariar votos continue. O petista sequer repreende o cabo eleitoral que está assumindo um crime.
“Eu ajeitei ali pro cara ajeitar 10”, diz o cabo eleitoral de Nil, que responde em seguida: “Ah, maravilha, ótimo. Manda bala, manda bala! Tem que ganhar, não pode perder não, meu irmão. Tu é doido, é?”, completa a conversa, ao ser interrompido pelo cabo: “Aí eu deixei… já deixei o dinheiro pro cara, já. O menino lá, o meu irmão”, finaliza.
Segundo o delegado Eduardo Maneta, os investigados “estavam reunidos com divisões de tarefas para cometerem vários crimes durante o período eleitoral. Nos constatamos que o gasto de combustível do Iteracre, somente no mês de setembro, foi superior ao gasto de todo o ano de 2017, comprovando os indícios que nós tínhamos de que o combustível estava sendo desviado para a campanha”, diz.
Operação Democracia prende oito pessoas no Acre
A Polícia Federal cumpriu nesta sexta-feira, dia 19, um total de 8 mandados de prisão, 22 mandados de busca e apreensão e 4 mandados de condução coercitiva de testemunhas.
Todas as ordens foram assiandas pela Justiça Eleitoral do Acre. As investigações iniciaram com os indícios de que recursos públicos estavam sendo colocados à disposição da campanha de Nil Figueiredo.
O esquema funcionava com a intenção de obter apoio eleitoral para a campanha do diretor-presidente do Instituto de Terras do Acre (Iteracre) e envolvia o pagamento de diárias a servidores para custeio de viagens que não eram realizadas.
Foi constatado também que, durante o atual período eleitoral, diversas instalações públicas, inclusive uma escola, e vários veículos oficiais do Iteracre foram utilizados para beneficiar a campanha eleitoral do responsável pelo Instituto, que foi candidato a deputado estadual.