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Bolsonaro, Marina, Sinhasique, Ney, Loro e Alexandre: guerra de números e briga por dinheiro

Tudo muito nebuloso
A história de Adélio Bispo de Oliveira, o agressor do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), está eivada de mistérios, conforme tem visto o leitor pelos jornais. Fica cada vez mais evidente que ele não agiu sozinho, conforme apregoa, e nem é tão doido como quer fazer aparentar.

Interregno
Mas não é bem dele que falaremos a seguir, e sim de sua vítima e de alguns comentários em torno do caso – estes feitos pelos adversários do candidato a presidente pelo PSL.

Convicção
A última pesquisa de intenção de voto mostra que cresceu a convicção dos eleitores de Bolsonaro quanto ao voto que pretendem cravar nele no dia 7 de outubro. Esse índice saltou 13 pontos percentuais nos últimos seis dias, de acordo com o Ibope.

Voto masculino
Se antes a ala que votava com convicção em Jair Bolsonaro somava 41% entre seus eleitores, agora essa taxa subiu para 54%. Sobretudo entre os homens.

Dados obrigatórios
O Ibope ouviu 2.002 eleitores em 145 municípios de todo o país. A margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A sondagem está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR‐05221/2018.

Ala feminina
Mas o mais interessante notar é que Bolsonaro conta com o maior percentual de eleitores do sexo feminino, em comparação com os adversários – sobretudo Marina Silva (Rede): 18% dele contra 10% da acreana.

Pra refletir
E por que estamos falando disso? Por dois motivos: o primeiro é que a esquerda – calhorda que só ela – desde o início tentou pespegar no candidato a pecha de misógino (ou seja, um sujeito que tem aversão às mulheres). E segundo porque partiu de Marina Silva o comentário mais desastroso sobre a tentativa de homicídio do adversário político.

Guerra ideológica
Segundo a ex-senadora pelo Acre, em contraposição ao que defende o oponente sobre a liberação do porte de arma, se Adélio Bispo portasse um revólver naquela quinta-feira fatídica, a história seria diferente. Sim, pode ser – o que, convenhamos, em nada muda a realidade de um país em que a bandidagem está armada até os dentes enquanto nós, os financiadores das campanhas eleitorais, tentamos nos defender com mandingas ou orações.

É cada uma!
Pior que esse argumento de dona Marina, só mesmo as inúmeras matérias que já li, segundo as quais a maior parte das armas de fogo usadas nos mais de 50 mil assassinatos por ano no Brasil são compradas com nota fiscal e legalizadas pela Polícia Federal. A esquerda, quando não esfaqueia um adversário, atira a esmo, na tentativa de nos assassinar a inteligência.
Jogando a toalha
Os marqueteiros do candidato ao governo Marcus Alexandre (PT) fizeram nesta quarta-feira (12) um programa todo voltado para os feitos do governador Tião Viana. Falou-se no crescimento do PIB, geração de empregos, crescimento da economia formal e no diabo a quatro.
Camicases  
Do mesmo modo que alguns ainda não se deram conta de que falar de Lula é um mau negócio por estas bandas, colar mais ainda a imagem de Marcus Alexandre à de Tião Viana é uma manobra camicase.
Brejo eleitoral
Para mim, que não sou tão astuto e matreiro quanto essa gente, só há uma razão por trás da decisão: como a vaca eleitoral já foi pro brejo, tenta-se salvar, ao menos, a biografia de quem patrocinou o ingresso de Alexandre no meio político.
Miserê
A propósito, a coisa anda tão feia que nem mesmo os deputados do PT se furtam a se calar diante da pindaíba da campanha petista. E olha que o PT abocanhou R$ 399 milhões com a soma da parcela a que tem direito dos fundos Eleitoral e Partidário. Mais do que os companheiros, apenas os emedebistas receberam mais recursos.
Todo mundo liso
Por conta disso, tanto de um lado quanto de outro as insatisfações vão sendo manifestadas dias após dia. Enquanto esperneiam os companheiros – antes montados na grana preta –, pequenos partidos da aliança de Gladson Cameli já declararam não apoiar os candidatos ao Senado pela oposição, Marcio Bittar (MDB) e Sérgio Petecão (PSD). São eles: PPS, PTC e PMN.
Quem diria?
Quanto ao que se viu na Assembleia Legislativa, nesta quarta, com o deputado petista Lourival Marques a botar a boca no trombone contra a divisão de recursos, coube à deputada Eliane Sinhasique (MDB) apascentar o presidente da Casa, Ney Amorim (PT) – outro injustiçado na partilha dos recursos do Fundo Eleitoral.


Conselhos e afagos
Sinhasique disse a Ney que não tivesse medo dos caciques petistas – leia-se Jorge e Tião Viana –, e este respondeu que a covardia não faz parte de sua índole.

Tô nem aí
Enquanto os companheiros se estapeiam por dinheiro de campanha, Tião Viana vai pegar um sol na Califórnia. Sim, porque deste intenso calor tropical ele já está de saco cheio – tanto que passou os últimos anos a governar praticamente sem sair do ar refrigerado do seu gabinete. POR ARCHIBALDO ANTUNES, DA CONTILNET