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Sobrevivente da maior tragédia aérea registrada no Acre relembra acidente ocorrido há 16 anos e agradece pela vida


Completa nesta quinta-feira (30), exatos dezesseis anos da maior tragédia aérea já registrada no estado do Acre, que deixou vinte e três pessoas mortas durante a queda de um avião modelo Brasília da Rico Linhas aéreas, voo 4823, que havia decolado de Cruzeiro do Sul com destino a Rio Branco. A aeronave transportava 28 passageiros e três tripulantes e caiu em uma área de difícil acesso a vinte quilômetros da capital, quando se preparava para aterrissar.

Uma das sobreviventes, a médica pneumologista Célia Rocha, fez na manhã desta quinta-feira um relato emocionado usando as redes sociais, para relembrar os momentos da queda da aeronave. Ela fala o que mudou em sua vida e do importante apoio que teve desde o resgate em meio aos destroços do avião, a chegada ao hospital e da importância dos familiares para sua recuperação.
VOO DA RICO

O avião decolou às 16h25min de Cruzeiro do Sul, a 650 quilômetros de Rio Branco, e seguia sua rota normal fazendo uma escala no município de Tarauacá, a exatamente 322 quilômetros do aeroporto internacional da capital.
No meio da viagem, após decolar de Tarauacá, o avião enfrentou uma forte tempestade ao chegar em espaço aéreo entre a capital e o município de Bujari.
Antes da aeronave cair o contato entre os pilotos e a torre do aeroporto foi interrompido. A notícia da queda aconteceu somente após a ligação de um dos passageiros do voo, que conseguiu sair das ferragens e se abrigar em uma residência próxima do local do acidente para efetuar uma ligação comunicando o acidente.

Leia o relato de Célia Rocha:

Hoje, eu agradeço a Deus por mais um aniversário. 30 de Agosto de 2018.Há dezesseis anos sofri o acidente aéreo. Senti dores do físico, e dá alma. Quase três meses na UTI do Hospital 9 de Julho em São Paulo. Inúmeras cirurgias, reconstituição da face, joelhos, e pés com placas e parafusos de titânio. Apesar de todo o sofrimento, a vontade de viver, a fé e confiança em Deus era muito grande. Queria muito voltar a ter uma vida normal, poder voltar às minhas atividades, cumprir a missão para qual vim ajudar o meu próximo. Com muita força, fé e garra, este desejo se materializou . Hoje estou aqui , para fazer mais esse agradecimento Obrigada a todos os meus colegas, que me assistenciaram, em Rio Branco , e em São Paulo. Aos enfermeiros, e auxiliares de enfermagem. Ao Corpo de Bombeiros, que participou do resgate das vítimas. A toda equipe de profissionais do Hospital 9 de Julho, na pessoa da Dra. Marize D’Agostino. A todos aqueles que rezaram por mim. Aos meus amigos, e familiares que estiveram permanentemente ao meu lado Minha mãe, hoje com 91 anos, e num leito de hospital, e que se dedicou a mim com toda a plenitude. Obrigada meu Deus, por mim proporcionar uma nova vida. Dai-me forças para permanecer incólume nesta nova missão; que eu seja digna, forte e persistente. Fica aqui o meu agradecimento.

VÍTIMAS:
01 – Paulo Roberto Freitas Tavares – comandante;
02 – Paulo Roberto Nascimento – co-piloto;
03 – Kátia Regina Figueiredo Barbosa – comissária;
04 – Luís Marciel Costa;
05 – José Waldeir Rodrigues Gabriel;
06 – Francisco Darichen Campos;
07 – Ildefonço Cordeiro;
08 – Arlete Soares de Souza;
09 – Maria de Fátima Soares de Oliveira;
10 – Walter Teixeira da Silva;
11 – Francisco Cândido da Silva;
12 – Ailton Rodrigues de Oliveira;
13 – Carina Matos de Pinho;
14 – José Edilberto Gomes de Souza;
15 – Maria Alessandra de Andrade Costa;
16 – Geane de Souza Lima;
17 – Rosimeire dos Santos Lobo;
18 – Raimundo Araújo Souza;
19 – Maria Raimunda Iraide Alves da Silva;
20 – Maria José Pessoa Miranda;
21 – João Alves de Melo;
22 – Rosângela Pimentel Cidade Figueira;
23 – Clenilda Nogueira.
SOBREVIVENTES:
01 – Napoleão Silva
02 – Raceni Cameli
03 – Maria Célia Rocha
04 – Theodorico de Melo
05 – Maria de Fátima Almeida
06 – João Gaspar
07 – Maria José Albuquerque
08 – Luiz Wanderlei
 POR SALOMÃO MATOS, DO CONTILNET