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Pai revela que filho foi arrancado de dentro de casa por policiais bolivianos e condenação de policial civil do Acre pode ser revista

Por Ac24horas
O processo que apurou o sequestro do brasileiro Sebastião Nogueira do Nascimento e terminou com condenação do agora ex-policial civil Maicon César Alves dos Santos, pode ser retomado e sofrer uma reviravolta.
Fatos que aconteceram antes , durante e depois do sequestro, mas  que não foram incluídos com detalhes nos autos , vão ser usados pela defesa do ex-policial para mostrar que a justiça condenou um inocente.
O depoimento do pai de Sebastião, o agricultor Lau Chaves do Nascimento, única testemunha ocular do crime, é um desses fatos.
Embora tenha dito em depoimento, conforme consta no processo nº 0500034-2017.8;01.0004, não viu nenhum brasileiro dentro da sua casa na noite do sequestro, as palavras do pai da vítima não foram levadas em conta.
O agricultou relatou que só ficou sabendo que havia um brasileiro entre o grupo que levou seu filho, no dia em que o visitou na cadeia, já na Bolívia.
¨ Eu só vi direitamente esses dois bolivianos. Não vi nenhum brasileiro lá dentro., porque foi na hora que eles saíram e os dois bolivianos pegados comigo. Não deu pra ver, né?¨,disse ele em uma entrevista exclusiva.
Os bolivianos a que o pai do brasileiro sequestrado se refere são os policiais: Alex Omar Tancara Laura, Alberth Bryan k. Burgos Saavedra e Jesus A. Hurtado Choque, que foram identificados e tiveram a prisão preventiva decretada pela justiça brasileira.
Mas havia uma quarta pessoa na ação criminosa, porém a defesa afirma que não se tratava do ex-policial brasileiro.

 O SEQUESTRO

Na noite de 11 de fevereiro de 2017, segundo o processo, por volta das 21:30, quatro homens armados invadiram a casa do senhor Lau Chaves,  e arrancaram á força Sebastião do interior da residência.
O pai dele, que estava no quarto ao lado, foi rendido por dois homens, tentou impedir o sequestro do filho e acabou atingido com uma coronhada na mão esquerda e intimidado com dois disparos que atingiram o teto e a parede.
No vídeo que esta reportagem apresenta, o agricultor narra com riqueza de detalhes como aconteceu a ação dos invasores e reafirma que não viu nenhum policial brasileiro entre os acusados.

 PERÍCIA DA PF NÃO INDICA COM PRECISÃO ONDE ESTAVA O POLICIAL CONDENADO

Fabrício Gaibe, perito da Polícia Federal, lotado na delegacia de Epitaciolândia, foi ouvido como testemunha de acusação ao o ex-policial Maicon César. Coube a ele a tarefa de analisar o sistema de monitoramento através da rede de celulares. No vídeo gravado pela justiça durante audiência de instrução do processo, ele afirma com clareza que o sinal de celular não indica a presença de Maicon no local do sequestro.
¨ No dia do segundo evento não foi registrado no local dos fatos. Na primeira linha do relatório eu já escrevo isso que o senhor perguntou. Só é possível precisar o direcionamento, o local exato não¨, disse o perito na ocasião.

 A ACUSAÇÃO CONTRA O BRASILEIRO


O processo que apurou o sequestro do brasileiro Sebastião Nogueira do Nascimento e terminou com condenação do agora ex-policial civil Maicon César Alves dos Santos, pode ser retomado e sofrer uma reviravolta.
Fatos que aconteceram antes , durante e depois do sequestro, mas  que não foram incluídos com detalhes nos autos , vão ser usados pela defesa do ex-policial para mostrar que a justiça condenou um inocente.
O depoimento do pai de Sebastião, o agricultor Lau Chaves do Nascimento, única testemunha ocular do crime, é um desses fatos.
Embora tenha dito em depoimento, conforme consta no processo nº 0500034-2017.8;01.0004, não viu nenhum brasileiro dentro da sua casa na noite do sequestro, as palavras do pai da vítima não foram levadas em conta.
O agricultou relatou que só ficou sabendo que havia um brasileiro entre o grupo que levou seu filho, no dia em que o visitou na cadeia, já na Bolívia.
¨ Eu só vi direitamente esses dois bolivianos. Não vi nenhum brasileiro lá dentro., porque foi na hora que eles saíram e os dois bolivianos pegados comigo. Não deu pra ver, né?¨,disse ele em uma entrevista exclusiva.
Os bolivianos a que o pai do brasileiro sequestrado se refere são os policiais: Alex Omar Tancara Laura, Alberth Bryan k. Burgos Saavedra e Jesus A. Hurtado Choque, que foram identificados e tiveram a prisão preventiva decretada pela justiça brasileira.
Mas havia uma quarta pessoa na ação criminosa, porém a defesa afirma que não se tratava do ex-policial brasileiro.

 O SEQUESTRO

Na noite de 11 de fevereiro de 2017, segundo o processo, por volta das 21:30, quatro homens armados invadiram a casa do senhor Lau Chaves,  e arrancaram á força Sebastião do interior da residência.
O pai dele, que estava no quarto ao lado, foi rendido por dois homens, tentou impedir o sequestro do filho e acabou atingido com uma coronhada na mão esquerda e intimidado com dois disparos que atingiram o teto e a parede.
No vídeo que esta reportagem apresenta, o agricultor narra com riqueza de detalhes como aconteceu a ação dos invasores e reafirma que não viu nenhum policial brasileiro entre os acusados.

 PERÍCIA DA PF NÃO INDICA COM PRECISÃO ONDE ESTAVA O POLICIAL CONDENADO

Fabrício Gaibe, perito da Polícia Federal, lotado na delegacia de Epitaciolândia, foi ouvido como testemunha de acusação ao o ex-policial Maicon César. Coube a ele a tarefa de analisar o sistema de monitoramento através da rede de celulares. No vídeo gravado pela justiça durante audiência de instrução do processo, ele afirma com clareza que o sinal de celular não indica a presença de Maicon no local do sequestro.
¨ No dia do segundo evento não foi registrado no local dos fatos. Na primeira linha do relatório eu já escrevo isso que o senhor perguntou. Só é possível precisar o direcionamento, o local exato não¨, disse o perito na ocasião.

 A ACUSAÇÃO CONTRA O BRASILEIRO

Na Bolívia, Sebastião Nogueira do Nascimento é acusado de liderar o sequestro do filho do senador boliviano Fernando Ferreira Becerra, ocorrido no dia 28 de outubro do ano passado, em Cobija, cidade que faz fronteira com Epitaciolândia, do lado brasileiro.
Segundo a imprensa daquele país, o senador teria pago pelo resgate cerca de R$ 30 mil dólares, mas a família do parlamentar não confirma.

 FAMÍLIA DIZ QUE NÃO EXISTEM PROVAS CONTRA SEBASTIÃO

Preso primeiramente no presídio de Cobija e depois transferido para La Paz, Sebastião ainda não foi julgado pela justiça da Bolívia. Para a família, além do absurdo do sequestro, Sebastião está preso ilegalmente.
¨ Eles(bolivianos) nunca apresentaram uma prova contra meu irmão. Ele está há mais de um ano preso e não apresentam nada contra ele. Se ele tivesse participado desse sequestro teria recebido algum dinheiro, né? Mas quando foi levado daqui tinha nem dinheiro para comprar o que comer¨, disse a irmã Dilma Nascimento,

 POLÍCIA DA BOLÍVIA TERIA SUBORNADO TESTEMUNHA BRASILEIRA

Das 11 testemunhas de acusação arroladas pelo Ministério Público do Acre, uma prestou depoimento pra lá de contraditório. Ana Dias da Silva, uma brasileira que trabalhava como diarista na casa do senador boliviano, foi aliciada pela família do patrão para afirmar que Sebastião estava entre os criminosos.
Lá, segundo familiares do brasileiro, ela apontou Sebastião como líder do grupo, mas quando ouvida pelas autoridades do Brasil, negou tudo.¨ Que na Bolívia tinha um documento que dizia que a depoente  acusava Sebastião do sequestro ocorrido com o filho do senador¨, narra um dos trechos do depoimento de Ana.
Ela estava no local quando o filho do senador foi sequestrado,  mas ouvida no Brasil negou que houvesse indicado Sebastião como um dos sequestradores.

 ADVOGADO VAI REQUERER ANULAÇÃO DA PENA

Depois que o Diário oficial publicou a exoneração do policial Maicon César, o advogado Sanderson Moura interpôs junto embargo de declaração, pedindo que o policial seja reintegrado aos quadros da Polícia Civil, uma vez que o processo não consta como transitado e julgado.
¨ Depois de analisado o recurso vou entrar com apelação para o Tribunal rever toda matéria. O juiz tirou o direito dele de recorrer no cargo. Pedi para o juiz aclarar a decisão que não estava clara e que o emprego seja devolvido para que meu cliente responda o processo no exercício da função. Estou aguardando a análise do embargo. Mas esses novos elementos certamente serão levados a análise judicial¨, disse Mo