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No Acre, homem faz rifa para comprar bateria de implante coclear para mãe e filha surdas



Para que a filha e a mulher continuem escutando, Marivaldo de Paula Silva, de 34 anos, decidiu fazer uma rifa para arrecadar dinheiro e comprar baterias para o implante coclear da filha Ana Cristina Oliviera, de 8 anos, e também da ex-mulher, Erlene Paiva, que também é implantada. O implante coclear é um dispositivo eletrônico que permite que o paciente possa voltar a ouvir.
Somente uma bateria custa em média R$ 2,1 mil e a intenção é comprar duas. O pai explica que a vida média de uma bateria é de 1 ano e meio. A rifa é de uma cesta de cosméticos que vale ao menos R$ 500. A cartela da rifa custa R$ 5.
“Muitas pessoas também pegaram rifas para vender e ajudar. Se ela ficar sem essa bateria, se ela ficar sem ouvir, ela se torna uma pessoa introspectiva, ela se isola. Lembro que, em 2017, ela passou 45 dias sem o aparelho que foi para revisão. Nesses dias, um dia ou outro, ela chorava pedindo para ouvir. É muito doloroso um pai ouvir isso”, relata.
O sorteio está marcado para o 31 de março, dia em que Ana faz aniversário. As vendas são feitas pelo Facebook do acreano e também na creche Jairo Júnior, que fica no bairro no Tancredo Neves, em Rio Branco.

Entenda o caso

Em 2014, quando Ana tinha 4 anos, o pai fez uma campanha na web por uma cirurgia para que a filha pudesse ouvir. O procedimento, segundo ele informou na época, custava R$ 100 mil por cada lado, sem contar os custos da passagem.
A surdez já era algo que estava na história da família. A mãe de Ana, dois tios e a avó materna também enfrentavam essa dificuldade.
Ana e a mãe se submeteram juntas a uma cirurgia para um implante coclear, no Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo, em setembro de 2014. As duas apresentavam um caso de surdez severa, quando nenhum som de fala é audível em tom de conversação normal.
A menina comemorou o resultado da cirurgia no primeiro Dia das Crianças que passou ouvindo ao lado dos amigos de escola. Antes do implante, a comunicação entre Ana e a professora era feita por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Por Quésia Melo, G1 AC, Rio Branco