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Detentos fazem greve de fome e alimento é doado a instituições de caridade em Rio Branco

Presos do pavilhão “A” do presídio Francisco d'Oliveira Conde começaram uma greve de fome na manhã desta terça-feira (7). A informação foi confirmada ao G1 por um agente penitenciário e também pelo Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen).
O Iapen disse que vai apurar as motivações da greve, mas, segundo o agente, que pediu para não ter identificado, os presos exigem o retorno dos líderes de uma facção criminosa que foram enviados para fora do estado há quase dois anos.
A greve, segundo o agepen, foi motivada por uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou no dia 4 de outubro um pedido para autorizar presos que ocupam penitenciárias federais há mais de dois anos a regressarem a presídios de seus estados de origem.
Além disso, conforme o agente, os presos cobram um pavilhão maior, pois atualmente 610 detentos estão no pavilhão A, que tem capacidade para 250 presos. Com a greve de fome, ao menos 150 pães destinados ao café da manhã dos presos foram doados ao Educandário Santa Margarida e ao Lar dos Vincentinos.

Líderes de facções transferidos para o RN

Em 20 de outubro deste ano, o Iapen-AC disse que nove presos, apontados como líderes de facções, que foram transferidos para o presídio federal de Mossoró (RN) já retornaram para o Acre entre setembro e outubro de 2017. Os detentos foram encaminhados para fora do estado após uma onda de atentados criminosos.
O diretor do instituto destacou que o procedimento é normal, pois os presos são da Justiça do Acre. A transferência foi necessária na época em razão dos ataques. No entanto, o juiz federal pode determinar que a medida não é mais necessária e os detentos podem ser devolvidos após um ano, ou em caso de prorrogação, depois de dois anos. Por Quésia Melo, G1 AC, Rio Branco