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Sai Jamyl e entra a esposa do Coronel Ulisses no comando do partido de Bolsonaro no Acre

Um “golpe militar” pode ter acontecido no partido do presidenciável Jair Bolsonaro no Acre. Sai o ex-deputado estadual e policial federal Jamyl Asfury e quem deverá assumir a presidência do Patriotas – antigo Partido Ecológico Nacional (PEN) – é a empresária Dayanna Araújo, esposa do coronel da Polícia Militar, Ulisses Araújo, que confirmou que “as negociações estão avançadas” para o seu grupo político comandar a legenda.
Segundo o militar, “iniciamos as tratativas há um tempo, conversamos com dirigentes e com o próprio Bolsonaro, toda documentação já foi enviada para Brasília. Estamos apenas aguardando o anuncio que deverá ser feito pela executiva nacional do Patriotas. Quem deverá ser presidente do partido será minha a Dayanna, minha esposa. A expectativa é que o anuncio do novo diretório aconteça nos próximos dias”.
O Coronel Ulisses Araújo não descarta a possibilidade de o Patriotas lançar uma candidatura própria ao governo do Acre. “Eu tenho a pretensão de ser candidato a deputado estadual, mas a decisão final será da executiva nacional e temos que seguir as determinações que vem de cima. Se os dirigentes decidirem que o Patriotas terá candidato ao governo do Acre, eu vou para o sacrifício”, enfatiza o militar.
Procurado pela reportagem, o ainda presidente do Patriotas, o ex-deputado Jamyl Asfury disse que estaria conversando com Ulisses para decidirem sobre uma futura composição do diretório da legenda. Asfury afirma que não tem nenhum tipo de vaidade nem apego ao cargo de presidente. Ele avalia que as mudanças que levaram a agremiação para a extrema direita são prejudiciais no debate político democrático.
“O Ulisses tem um perfil mais ligado a imagem do Bolsonaro. É natural que ele tenha interesse nisso. Ele tem demonstrando interesse e não tem nem um problema nisso.
Uma candidatura de governo num momento como esse tem que ser uma coisa muito consciente, porque diante de dois titãs como Marcus Alexandre e Gladson Cameli é preciso muita coragem para enfrentar as duas estruturas”, destaca Jamyl.

Ele assegura que vem administrando a questão com serenidade, já que pretende se candidatar nas eleições do próximo ano, faltando apenas decidir se concorre a deputado estadual ou federal. “Estou avaliando e conversando, não tem pressa, eu estou tranquilo. Com os anos de vida pública que tenho, avalio que é desnecessário a disputa pela presidência de um partido. Não tenho essa vaidade”, afirma.
Para Jamyl Asfury, o momento é de procurar recuperar a confiança do eleitor na classe política e debater proposta de interesse público, sem atrelar os discursos a ser oposição ou situação. “Qual o interesse eu tenho em tornar o Patriotas só mais um partido de oposição ou situação? Eu gostaria que o partido fosse uma ferramenta para debater uma nova forma de fazer política no Estado do Acre”, finaliza.