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Pesquisa revela que Acrelândia apresenta indicadores de saúde infantil precários

Uma publicação da Agência Fapesp, veiculada pela conceituada Revista Exame, traz dados tristes: a situação da saúde infantil no Acre preocupa. Em uma palestra na última terça-feira (19), Marly Augusto Cardoso, professora da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP) apresentou resultados de uma pesquisa feita ao longo de 10 anos (2003-2012) no município de Acrelândia (AC), com cerca de mil crianças menores de 10 anos.


“O que chama atenção nessa região, em relação ao cenário nacional, é que a desnutrição infantil – e consequentemente o déficit de estatura e a prevalência de anemia – não diminuiu tão fortemente como em outros estados brasileiros.

 O Acre ainda apresenta indicadores de saúde infantil bem precários. A ocorrência de diarreia em crianças pequenas, por exemplo, é bem mais frequente do que em outras regiões”, disse Cardoso.

Em contrapartida, ela conta que é possível observar um ganho de peso excessivo nas crianças em fase escolar – possivelmente causado pela substituição do padrão alimentar tradicional pelo moderno, composto principalmente de produtos industrializados. Para ela, “configura um cenário de carga dupla de doenças relacionadas ao estado nutricional: ainda há deficiências não completamente sanadas e, ao mesmo tempo, risco de ganho excessivo de peso que predispõe a doenças cardiovasculares e metabólicas na vida adulta”. A investigação em Acrelândia foi feita com apoio da Fapesp.
Cruzeiro do Sul
Agora, o estudo de base está sendo feito em Cruzeiro do Sul, destacado pela reportagem como “o segundo mais populoso do Acre e uma região endêmica para a malária”. O objetivo do estudo, que teve início em 2015, é identificar fatores que podem potencializar tanto a promoção da saúde na vida escolar e na adolescência como a redução de fatores de riscos na vida adulta.
Participam cerca de 1,5 mil famílias captadas na única maternidade da cidade. Docentes e alunos da Universidade Federal do Acre (Ufac) também colaboram.
Dados
Um estudo-piloto feito com 500 gestantes do mesmo município mostrou que 19% delas são adolescentes – índice mais alto que a média nacional. Além disso 24% apresentam sobrepeso, 18,7% não ganharam peso suficiente durante a gestação e 59%, por outro lado, ganharam peso em excesso no período (embora não estivessem necessariamente acima da média considerada ideal quando foram avaliadas).
“O índice de anemia no terceiro trimestre gestacional foi de 17,5% e 13,4% apresentaram deficiência de vitamina A”, destaca um trecho da reportagem.
TON LINDOSO, DA CONTILNET