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Mulher é presa suspeita de mandar matar amigos que saíram para comprar gado em Rio Branco

Chardes da Silva Barros, de 27 anos, foi presa na tarde desta terça-feira (5) por suspeita de ser a mandante da morte dos amigos Fernando de Oliveira e Jean Carlos de Almeida, de 54 e 42 anos. Eles foram achados mortos e enterrados em uma cova rasa no dia 17 de julho, no ramal do Mutum, em Rio Branco. A dupla desapareceu no dia 8 de junho após sair para comprar gado na zona rural da capital.
Além dela, Charles Fernandes de Araújo, de 27 anos, foi preso um mês e meio após o crime após se esconder em uma outra propriedade também no ramal do Mutum. Araújo teria executado as vítimas a pauladas. Já Jessé Oliveira Rodrigues, de 29 anos, que foi preso dois meses após o crime, era o caseiro da propriedade e teria auxiliado na ocultação dos cadáveres.
O delegado Fabrizzio Sobreira, que investiga o caso, diz o crime foi premeditado para que os criminosos roubassem da vítima a quantia de R$ 6 mil que foi dividida entre eles logo após enterrarem os amigos. O destino dado ao dinheiro não foi revelado pelos presos. Todos vão responder por duplo latrocínio e dupla ocultação de cadáver.
“Foi premeditado e com requintes de crueldade. Eles arquitetaram a venda de gado e quando os dois chegaram no local foram surpreendidos já durante a negociação. O Charles rendeu eles com uma arma de fogo e levou os dois para um outro local onde os atacou com pauladas por todo o corpo, causando lesões cerebrais e a morte”, diz.
Após o crime, segundo o delegado, o trio pegou todos os pertences da vítima e dividiu o dinheiro. Em seguida, usaram equipamentos para cavar uma cova rasa em um local mais afastado, mas ainda dentro da propriedade.
“Após enterrarem as vítimas, eles, ainda de forma premeditada, cortaram as folhagens e árvores do local para ocultar o cadáver. Foram três meses de investigação, inclusive com o apoio de familiares que queriam entender como se deu o crime. Quando chegamos a conclusão de que o corpo estava dentro da propriedade, fizemos uma grande diligência e conseguimos chegar ao local”, relata.
Fabrizzio nega que os acusados tenham tentado mudar os corpos de local após as várias diligências da polícia. Segundo ele, o trio acreditava que as investigações seriam abandonadas, por não haver indícios do local onde as vítimas haviam sido enterradas.
“Irades vivia com a real proprietária do terreno, mas também se passava por dona do local. Além disso, ela é investigada por participação em um crime executado de forma bem parecida no município de Plácido de Castro. Na ação, um boliviano foi executado também na prática de um crime de roubo”, acrescentou.

Entenda o caso

Os autônomos desapareceram no dia 8 de julho, quando saíram de casa para comprar gado em uma propriedade rural no Ramal do Mutum. Segundo familiares, eles estavam em uma motocicleta que foi encontrada dois dias depois jogada dentro de um igarapé no ramal.
No dia 12 de junho, a Polícia Civil informou que a dupla tinha passagem na polícia por furto e receptação de gado. Porém, a família alega que não teve a confirmação do fato pela polícia e nem qualquer documento que comprovasse a acusação.
Um mês após o desaparecimento dois dois, a filha de Almeida, Tamires Leão, de 23 anos, deu entrevista ao G1 e disse que sabia que o pai não estava mais vivo. O corpos foram achados somente no dia 17 de julho em uma cova. As vítimas foram mortas a pauladas, segundo a polícia.
Por Quésia Melo, G1 AC, Rio Branco