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Acreano sobrevive após sofrer descarga elétrica ao se encostar em fio de alta tensão

  • Escrito por  Dryelem Alves
A história a seguir é considerada, por familiares de Genilson de Souza Oliveira, 34 anos, um verdadeiro milagre. Carreirinha, como é conhecido no município de Acrelândia, é mototáxista e estava em Roraima a passeio quando, no dia 2 de agosto, foi ajudar um tio a descarregar um gado de um caminhão boiadeiro e encostou o pescoço em um cabo de alta tensão, que estava baixo, recebendo uma descarga de 13.800 volts, ficando grudado na rede elétrica. Ele foi socorrido pelo tio, Nequicil Souza, mais conhecido como Neca.
O acreano foi levado às pressas ao hospital daquela cidade, onde passou 36 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Desses, 14 dias foram em coma.


A tia de Genilson, Ivone Souza, viajou para Roraima para ajudar a cuidar do sobrinho, que estava com queimaduras por todo o corpo e as chances de sobreviver ao acidente eram mínimas.



Ela conta que na noite do fato, familiares residentes em Mato Grosso, Minas, São Paulo, Acre, Rondônia e Roraima fizeram um clamor na certeza do milagre. Segundo a tia, várias igrejas entraram em campanha de oração, principalmente, a que ele congrega em Acrelândia, a Assembleia de Deus.



“Esse acidente mexeu com a estrutura de toda família. Ele é uma pessoa muito conhecida e querida no município onde mora. Fizemos uma forte corrente de oração, pois sabemos que ele também é temente a Deus, e fomos ouvidos”, disse a tia.



Ivone relata ainda que por causa da gravidade dos ferimentos o médico cogitou a possibilidade de amputar o braço do jovem, mas sua esposa, Irnanda Gomes, 26 anos, mulher guerreira e de fé inabalável, segurou na mão do profissional de saúde e disse: “Deus não vai deixar! Meu marido vai sair daqui vivo e sem amputar nenhum membro, pois o senhor vai fazer nessa UTI o que surpreenderá a todos”, profetizou. 



Após dois dias do acidente, a esposa de Carreirinha descobriu que estava grávida do segundo filho do casal, deixando os familiares apreensivos ao saber que ele poderia partir e não saber que tinha outro filho a caminho.


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“Quando soube da gestação pensei em pedir a criança para eu criar. Mas os planos de Deus são maiores que os nossos e ele sobreviveu. E assim que acordou foi a primeira notícia que recebeu dela. Agora, vai poder presenciar o milagre da vida de das formas: na geração de um outro filho e na segunda oportunidade que foi dada a ele para viver neste mundo”, disse Souza.



Genilson saiu da UTI no dia 10 de setembro. Já fala, se alimenta e a única coisa que lembra após o acidente é de um tio orando por ele. 



“Eles estavam em cima da gaiola de um caminhão boiadeiro, havia caído dois postes e a rede estava baixa. Foi quando ele encostou o pescoço no fio, recebeu a descarga e começou a pegar fogo, meu irmão no susto o empurrou. Caiu cada um para um lado, meu irmão desceu com ele nos braços e, naquele momento, começou a orar. Essa é única coisa que ele diz que lembra”, relatou a tia sobre o que ouviu do sobrinho após sair do coma.



Hoje, Oliveira, que teve queimaduras de terceiro grau e já fez três cirurgias plásticas, só deseja se recuperar para poder voltar para o Acre e criar seus filhos.

A comemoração

A família planeja ainda fazer uma grande festa para recepcioná-lo no Acre, quando ele tiver alta. Além disso, Carreirinha pretende dá um grande testemunho na igreja em que frequenta como nas demais.


“É um milagre! Ele mesmo diz isso afirmando que Deus tem um grande propósito na vida dele e que ele vai honrar”, afirma Ivone.



Os familiares também expressam gratidão por toda a equipe da UTI do Hospital Geral de Roraima, que não mediram esforços para amenizar a angustia do momento e salvar a vida de Oliveira.



“Foram dias indescritíveis de dor, ansiedade e sofrimento. O que nos confortava era saber que ele estava bem assistido e rodeado de profissionais que nos passavam confiança e nos acolhiam de maneira tão solidária tornando- os um exemplo de seres humanos, coisa que não temos o costume de receber nos hospitais públicos do país”, destaca a tia.



Ivone afirma ainda que, mesmo com as dificuldades, os profissionais exerceram o trabalho com amor e dedicação. Ato que a faz ter a certeza que volta para casa eternamente grata por tudo que foi proporcionado, rogando a Deus que continue iluminado o caminho de cada profissional do hospital.