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Comissão de Saúde recebe representantes do Spate e reafirma apoio

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) recebeu na manhã desta quinta-feira (17) representantes do Sindicato dos Profissionais Auxiliares de Técnicos de Enfermagem e Enfermeiros do Estado do Acre (Spate/AC). Na pauta, a necessidade de convocação dos aprovados nos últimos concursos da Sesacre. Os profissionais reclamam da demora nas contratações e o déficit de pessoas nas unidades de saúde do Estado.
Nesse sentido, o deputado Jenilson Leite (PCdoB) garantiu se reunir com a chefe da Casa Civil do governo do Estado, Márcia Regina, para tomar conhecimento dos fatos em relação ao assunto. Ele pontuou que o problema tem que ser encarado de frente, tendo em vista que há uma determinação judicial para a saída dos profissionais contratados pelo Pró-Saúde. O parlamentar defendeu o diálogo como caminho para uma solução que beneficie a todos, sem prejuízos para o usuário do SUS.
“É preciso um planejamento. Fala-se em acabar com o Pró-Saúde, mas queremos saber qual a proposta, qual a estratégia de reposição desses profissionais. Precisamos saber a sinalização do governo. Me comprometo acompanhá-los na reunião que terão junto à Sesacre”, disse o deputado ao relatar sobre a reunião que acontece na tarde de sexta-feira (18), na sede da Secretaria Estadual de Saúde.
Corroborando com a fala do deputado Jenilson Leite, o deputado Nelson Sales (PV) disse que um estudo para realocação e contratação de servidores se faz necessário. O parlamentar teme que caso sejam contratados de última hora, o impacto para o usuário poderá ser maior. São necessárias ações gradativas. “Se deixar tudo para março ou abril, o impacto será maior”, defendeu ele.
A presidente do Spate/AC, Rosa Moreira, agradeceu aos membros da Comissão de Saúde da Aleac pela receptividade ao tema apresentado e destacou que é necessário também uma revisão na carga horária nos plantões extras. Atualmente o limite é de 15 horas, entretanto, a ideia é que esse percentual caia para apenas 10 horas. Para a sindicalista, isso permitiria a contratação de novos profissionais e evitaria a sobrecarga de trabalho. “A gente precisa rever aqui na Aleac essa questão dos plantões, que sejam de 10 horas apenas. Hoje são 15 horas”, disse ela.
José Pinheiro
Agência Aleac