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Programa de Aquisição de Alimentos proporciona segurança nutricional dos acreanos

A qualidade da alimentação está diretamente relacionada ao crescimento e desenvolvimento das crianças. Segundo cientistas, alunos bem nutridos podem apresentar melhores notas e rendimento do que aqueles que têm uma alimentação desequilibrada ou deficiente.
A segurança alimentar dos beneficiários é uma das grandes vertentes do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que em julho deste ano vai movimentar R$ 2,5 milhões nos 22 municípios acreanos, durante a primeira etapa, em um universo de mais de 440 entidades beneficiadas e 1.570 mil famílias de produtores contempladas com a venda dos produtos.
Os alimentos são adquiridos pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), e doados às entidades socioassistenciais. Com o trabalho de 563 agricultores, em Rio Branco, 84 instituições são contempladas com cerca de 10 toneladas de comida orgânica, semanalmente.
Alimentos do PAA compõem o cardápio das 350 crianças assistidas pela creche (Foto: Diego Gurgel/Secom)
Localizada no bairro Ayrton Senna, na capital, a Creche Coração de Jesus atende 350 crianças, entre dois e três anos, filhos de pais de baixa ou nenhuma renda, em situação de vulnerabilidade social. Para alegria da garotada, todas as terças-feiras o jardim-escola recebe uma remessa de alimentos, que compõem o cardápio dos pequenos.
“Para nós, o PAA é muito importante, porque as frutas e verduras diversificam nosso cardápio. Sem falar na qualidade dos produtos, que é indiscutível. As crianças adoram o mingau de banana com farinha de tapioca, a própria tapioca com café é sempre muito bem aceita nos lanches da manhã”, ressaltou Maria Júlia de Oliveira, coordenadora da escolinha.
A creche Coração de Jesus foi idealizada pela própria Julia, que iniciou o trabalho de acolhimento às crianças em sua residência, há nove anos. O projeto já recebeu apoio de empresários, cidadãos, do deputado estadual Jonas Lima, governo do Estado e prefeitura de Rio Branco.
Diariamente, cinco refeições são servidas às crianças. Letícia Fernandes, de 3 anos, aprova o cardápio. “A comida é muito gostosa”, disse a menina, enquanto saboreava o almoço. Já o pequeno Gabriel dos Santos, 3 anos, confidenciou, entre uma colherada e outra que iria comer tudo “para ficar fortinho”.
Hoje, a instituição é mantida com apoio alimentar da Igreja Católica, por meio da Ordem dos Servos de Maria, o Mesa Brasil Sesc, pelo Programa de Aquisição de Alimentos, prefeitura de Rio Branco e doações.
As crianças recebem cinco refeições por dia (Foto: Diego Gurgel/Secom)

Pitadas de amor

Alciclema Lima Araújo, 43 anos, é a responsável pelo preparo dos alimentos consumidos pelos alunos. Sobre o sucesso do seu tempero destaca: “tem que ter muita dedicação, pois mesmo eles sendo crianças, são exigentes e dizem quando está bom e quando não está. Cozinho como se estivesse cozinhando para os meus filhos e netos, sempre com muito amor”, ressaltou a cozinheira, que colabora com entidade há seis anos.
Para que a mistura de ingredientes funcione, os produtos precisam ser de boa qualidade e procedência segura. “Os alimentos do PAA deixam a nossa comida com sabor mais natural, mais caseiro”, salienta Alciclema.
Maria Júlia complementa: “uma alimentação saudável é tudo. Criança que se alimenta bem tem disposição para brincar, correr, fazer todas as atividades”, afirmou.

Produtores celebram

Fátima: “já produzimos com a certeza de venda e preço justo” (Foto: Diego Gurgel/Secom)
Além de garantir a segurança alimentar dos acreanos, o Programa de Aquisição de Alimentos fomenta o crescimento econômico do setor rural. Em Rio Branco, por exemplo, cada produtor vai realizar cinco entregas, o que gera um faturamento de R$ 2 mil por família.
Para a produtora Elizabete dos Santos, 47 anos, a venda garantida reflete no aumento produtivo. “Esse é o principal incentivo, pois se você vai produzir um produto que já está vendido, cultiva com segurança. Além do que, esse programa nos proporciona estabilidade financeira e a certeza que vamos honrar nossos compromissos, com as parcelas de custeio e financiamentos bancários”, ressaltou.
Fátima Maciel, 57 anos, reforça, “já produzimos com a certeza de venda e preço justo, sem nos sujeitarmos a oscilação de preços e aos atravessadores do mercado. A nossa farinha, por exemplo, no mercado sai de R$ 2,80 e R$ 3,00 já o PAA nos compra a R$ 3,50. O preço do programa é estabilizado, mesmo que o do mercado caia, o PAA mantém os valores de comprar estáveis”, explicou a agricultora da Cooperativa Acreverde.