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Taxistas e mototaxistas dão as costas durante audiência sobre Uber na Câmara de Rio Branco

Taxistas, mototaxistas, sindicalistas e simpatizantes participaram da audiência sobre a implantação do Uber em Rio Branco, nesta segunda-feira (5), na Câmara Municipal de Rio Branco. Durante a reunião, representantes das categorias de taxistas e mototaxistas deram as costas como forma de protesto. A audiência foi marcada a pedido dos vereadores Roberto Duarte (PMDB-AC) e Emerson Jarude (PSL-AC).
"Irregular é método que vai ser utilizado. Vai ser utilizado em transporte de veículos particulares que não têm um credenciamento na lei municipal e que não é placa vermelha. Esse método não tem como ser regularizado”, disse que o taxista Jamil Cassiano.
O representante da Associação de Jovens Empreendedores do Acre, Thiago Cabral, se posicionou a favor da instalação do aplicativo no estado. Durante o discurso na plenária, Cabral falou sobre o alto índice de desemprego no estado e lembrou que a instação do serviço deve gerar mais empregos e garantir o susto de várias famílias.
"O sindicato é contra e a população é a favor, mas estamos buscando soluções para todos. A legalidade está passando por toda essa plenária e essas questões. Se eles [taxistas] hoje criarem uma ferramenta para beneficiar somente os taxistas, os mototaxistas vão ficar gerando confusão. Então, vai ser lei em cima de lei para beneficiar um próprio e não a população", questionou.
Já o presidente do Sindicato dos Taxistas do Acre, Esperidião Teixeira, disse que a classe é contra a forma de trabalho dos servidores do aplicativo, mas não a instalação. "O Uber não é toda alegria que está sendo colocada. Tenho um dossiê com 72 páginas das aberrações que acontecem. Não existe uma regulamentação, eles trabalham de qualquer maneira, somos contra a forma de trabalho", comentou o sindicalista.
O vereador Roberto Duarte (PMDB-AC) lembrou que o fato de não existir uma lei federal que proíba a aplicação do serviço, não quer dizer que ele não possa ser regularizado. Ele garantiu ainda que os taxistas devem ser ouvidos e debatidos os principais problemas enfrentados pela classe.
"Pode ser legalizado, pode funcionar mesmo sem uma lei federal. Tudo aquilo que a lei não proíbe é permitido. Com certeza é permitido e funciona em vários estados e hoje tramita no Congresso Nacional uma lei federal, que já foi aprovada na Câmara dos Deputados, para a legalização do aplicativo", mencionou.