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Secretária de habitação diz que Sinhasique não procurou informações oficiais na Sehab

Procurada pela reportagem de ac24horas na tarde dessa quarta-feira (7) para apresentar sua versão sobre a acusação da deputada Eliane Sinhasique (PDB), do “superfaturamento” nos números de casas entregues na Cidade do Povo, a secretária de Habitação do governo do Acre, Janaína Guedes, disse que a peemedebista se equivocou e não apresentou as informações corretas do empreendimento, que de acordo com o governador Sebastião Viana (PT), vai entregar mais de 10 mil casas.
Segundo a gestora da pasta de habitação, é improcedente a denúncia de Sinhasique, que foram entregues 2.236 unidades, sendo que 217 ainda não foram entregues a custo zero. A deputada teria apresentado apenas os dados referentes a Caixa Econômica Federal, uma das instituições financeiras que colocaram recursos na Cidade do Povo. O Banco do Brasil também investiu no programa habitacional e financiou outras unidades que juntas totalizam 3.348 casas construídas.
Desse total, segundo Janaina Guedes, 2.453 foram financiadas pela Caixa Econômica e 895 pelo Banco do Brasil. Desse total ainda faltam ser entregues 217 unidades. “Logo, de todas que já foram construídas, já foram entregues 3.131”. A secretária informa que a deputada Eliane Sinhasique não procurou a Secretaria de Habitação para receber as informações corretas e cometeu uma inverdade quando usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) para apresentar números irreais.
“Seria importante a deputada ter entrado em contato com a secretaria que nós teríamos informado os números reais, uma vez que ela só procurou uma entidade financiadora que é a Caixa econômica, e esse empreendimento Cidade do Povo é enorme e foi financiado não só pela Caixa, mas também pelo Banco do Brasil. Então, as duas instituições financeiras que financiaram”, disse a secretária ao informar que não atendeu aos contados da reportagem porque estaria participando de um seminário.
A gestora da Sehab disse que ficou surpresa com as declarações de Eliane Sinhasique, que teria apresentado uma denúncia sem antes procurar se informar no órgão responsável. “Se tivesse nos procurado nós teríamos atendido, como em outras vezes que seus assessores nos procuraram e nós atendemos, sempre de forma cortês e educada. Quando ela tiver qualquer dúvida quanto a política habitacional, eu quero me colocar inteiramente à disposição para que ela não venha a cometer esses equívocos como o de hoje em plenário”, finaliza Janaina Guedes.
O líder do governo, Danie Zen (PT) também procurou a reportagem para informar os números de casas que teriam sido entregues na administração de Sebastião Viana. “Somando a Cidade do Povo e os demais empreendimentos, dá mais de 12.000 casas já construídas e entregues, só no Governo Tião Viana, sem somar o que foi entregue nos Governos Jorge e Binho. Superou em muito o Flaviano, que ostentava o título de ter sido o Governador que mais havia construído habitações de interesse social”.

Sinhasique não reconhece que errou

Procurada novamente para apresentar uma versão sobre as informações oficiais apresentadas pelos assessores do governo, Eliane Sinhasique não reconhece que errou, ao apresentar o documento com apenas uma das instituições financiadoras do programa habitacional batizado pelo governo como Cidade do Povo. “Tenho documentos da Sehab que me informa que somente a Caixa estava fazendo o financiamento das casas do Cidade do Povo”, disse a deputada sem apresentar os documentos que confirmam sua denuncia na tribuna da Aleac.

Sinhasique tentou se defender apresentando número do governo do PMDB na área de habitação. “Só Flaviano Melo fez 5 mil casas em 3 anos e dois meses de mandato no governo do estado. Eles estão aí há 20 anos e não fizeram as 20 mil casas prometidas ainda para a administração de Jorge Viana. Não vou bater boca com assessor que não enxerga um palmo adiante do nariz e nem sai do gabinete. Quero ver documentos com os nomes e locais dos conjuntos habitacionais e quantas casas existem em cada um deles. Só no Andirá, aqui em Rio Branco, são 348 casas abandonadas sem terminar a construção há 8 anos, desde o governo Binho Marques”, finaliza.

CAIXA diz que não tem exclusividade na Cidade do Povo

Por meio de nota, o Superintendente da Caixa Econômica Federal, Marcio Fiod Martins, informou que o documento enviado pela instituição à Deputada, limita-se a relatar a “atuação desta empresa no acompanhamento da execução das unidades habitacionais da Cidade do Povo”.
Segundo Fiod, a Caixa não tem exclusividade na operacionalização do Programa Minha Casa Minha Vida, “o qual também abrange outras instituições financeiras, o que implica em um número maior de unidades entregues”
POR aC24HORAS