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Deputado Nelson Sales defende reunião do governo com servidores do Pró-Saúde

O deputado Nelson Sales (PV) falou durante seu pronunciamento nesta quarta-feira (28) sobre a situação dos servidores do Pró-Saúde. Ele frisou que o governo tem que ter a coragem de chamar para a negociação esses profissionais. O parlamentar frisou que a ideia do Poder Executivo e ‘acabar’ com o programa.
“Quero inicialmente cumprimentar o deputado Raimundinho da Saúde pela coragem de ser um deputado da base e expor essa vergonha que acontece dentro da Sesacre. O que ouvimos dos profissionais do Pró-Saúde ontem aqui é vergonhoso para qualquer cidadão, imagine para um gestor do Estado. Os profissionais do Pró-Saúde são explorados com uma carga horária de 40 horas, enquanto os servidores têm 30 horas. Isso é exploração, mão de obra barata. São mais de 1.800 funcionários. Tudo o que eu vejo é um pretexto para eles acabarem com o Pró-Saúde, porque não têm coragem de sentar na mesa e negociar. A grande maioria das categorias que conseguiram negociar foi porque vieram a esta casa. Vamos sentar com o governo e tentar a regulamentação desses contratos de trabalho do Pró-Saúde”, relatou.
Nelson Sales pediu a aprovação do requerimento de autoria do deputado Raimundinho da Saúde (PTN) que solicita o comparecimento do secretário de Estado de Saúde, Gemil Júnior, na Aleac para prestar esclarecimentos acerca da pasta.
“Quero fazer coro ao pedido do deputado Raimundinho para que esse requerimento possa ser aprovado hoje, para que o secretário possa vir aqui dar todas as informações. No dia que o ministro esteve aqui, paralelo a isso o governador e o secretário de Saúde anunciaram um programa para acabar com o fim das filas de cirurgias eletivas. Esta casa precisa saber de que forma isso se dará. Está buscando dinheiro junto ao Banco Mundial. O governo resolve as coisas às custas do suor do trabalhador. Na Tucandeira a mercadoria não passa se não recolher o imposto. Aí se gasta R$ 32 milhões num museu, mas para recuperar a saúde do povo acreano tem que buscar dinheiro junto ao Banco Mundial. Esta casa tem que ter o comportamento que o deputado Raimundinho teve hoje, de mostrar as vísceras, de cobrar”, salienta o parlamentar.
No Grande Expediente, Nelson Sales continuou falando sobre saúde pública, especificamente sobre Capixaba. O parlamentar destacou a necessidade de um profissional médico para atender o município no período noturno. Sales destacou que não existem ações da saúde estadual naquela cidade. Ele pediu providências imediata quanto a isso.
“Sabemos que o município tem a competência da baixa complexidade. Em Capixaba o cidadão não pode adoecer na média complexidade, porque não tem ação da Sesacre para isso lá. Não existe uma unidade mista em Capixaba. O Posto Idelfonso Cordeiro não atende à noite porque o Estado não coloca um médico lá. O município está abandonado no quesito saúde. Esse é o retrato desse governo na saúde”, pontua.
Nelson Sales encerrou falando sobre a visita do ministro da Saúde, Ricardo Barros, ao Acre. Para o parlamentar, o governador Tião Viana foi omisso ao não comparecer à visita e não relatar ao ministro os problemas vivenciados no Estado em relação à pasta. Ele classificou como uma política pequena a atitude.
“Já tivemos uma secretária do governo de Tião Viana que dizia que médico é mercenário. Quem não lembra disso? Sabemos que tem médicos e médicos, enfermeiros e enfermeiros. Saúde é responsabilidade de todos. O ministro vem a convite de um senador de oposição e o governo faz beicinho e não comparece. Vão lançar um programa que nem recurso tem, assim como lançaram o Quero Ler sem ter os recursos para funcionar. Mas a humildade de falar: nós queremos uma agenda com o ministro não teve. O governo do Estado não teve a hombridade de mandar um representante. Politicagem, o palanque está montado”, finaliza.
José Pinheiro
Agência Aleac