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Médico da UPA do Segundo Distrito teria receitado apenas dipirona a paciente diagnosticada com AVC

Uma mulher de 58 anos está  internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito diagnosticada com Acidente Vascular Cerebral (AVC) e sem o devido atendimento. O médico que atendeu sequer teria tocado na paciente. A unidade está visivelmente superlotada, sem lençóis e com ar-condicionado desligado ou quebrado.
Maria Francisca Cardoso da Silva (58) teve o AVC diagnosticado na UPA da Cidade do Povo, onde foi medicada. O filho de Maria, que é funcionário público, trabalha na Saúde Estadual e preferiu se identificar apenas como Souza, foi quem prestou os primeiros atendimentos.
Segundo Souza, a paciente sentiu-se mal em casa no domingo (30) e o filho a levou até a UPA do segundo distrito. De acordo com ele, nesta unidade de saúde o péssimo atendimento ficou por conta da enfermeira “super grossa e ignorante, que disse ser apenas depressão e para esperar por ter apenas um médico de plantão para atender a todos”.
O filho então levou a mãe até a UPA da Cidade do Povo, onde foi confirmado o AVC. No entanto, após um certo tempo de internação e receber medicação, a paciente foi encaminhada para casa. Na manhã desta segunda-feira (31), os sintomas voltaram ainda mais fortes, fazendo com que o filho levasse a mãe às pressas até UPA do Segundo Distrito.
De volta a UPA do Segundo Distrito, a paciente já chegou com os membros sem movimento e pressão alta. A enfermeira plantonista ainda teria tentado descartar o atendimento, dizendo se tratar apenas de um caso de depressão, mas ao ser confrontada com os sintomas, mediu a pressão arterial e confirmou a alteração, internando a paciente imediatamente.
Ao chegar na unidade, o médico responsável pelo atendimento não teria examinado ou sequer tocado na paciente, receitando apenas dipirona e diazepan para então encaminhar a senhora à  enfermaria para que ficasse em observação. Enquanto isso a paciente reclamava que estaria com o lado esquerdo do corpo paralisado.
O filho questionou o médico de plantão sobre a situação, mas este informou que a paciente estaria de alta, porém aceitaria deixá-la internada. Mesmo assim, um novo exame somente seria feito na manhã de terça-feira (01) em um novo plantão.
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UPA está superlotada, sem lençóis e com ar condicionado desligado /Foto: ContilNet
Souza revelou estar estudando uma forma de retirar a mãe da UPA do Segundo Distrito e encaminhar para o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) em busca de melhor atendimento, pois nem um eletroencefalograma ou até mesmo exames físicos foram realizados na unidade.
UPA está lotada, sem ar-condicionado e lençol
Souza revelou que a mãe ficou em uma maca e sem lençóis. Ao verificar a situação de outros pacientes, ele teria descoberto que a falha já ocorre há pelo menos quatro dias.
Ao procurar a chefia da UPA, foi informado de que os lençóis são trocados às 17h, o que não teria ocorrido.
Além disso, o mal estar dos pacientes internados é agravado pela alta temperatura do local. Apesar do forte calor do dia, os aparelhos de ar condicionado não estavam funcionando, sendo necessário deixar as janelas abertas.
RÉGIS PAIVA, DA CONTILNET