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PM monta barreira no interior do Acre após rebelião e mortes na capital

Uma barreira de fiscalização da Polícia Militar está montada na BR-364 há cerca de 15 Km de Cruzeiro do Sul monitorando a entrada e saída de pessoas e veículos no município. Desde a noite desta quinta-feira (20), a polícia monitora todos os acessos ao município prevenindo possíveis ataques. A medida foi tomada após a noite de rebeliões, incêndios e execuções registrada na capital acreana.
O tenente Robson Valente, responsável pela ação, informou que a barreira tem o objetivo de impedir qualquer entrada de criminosos na cidade.
“É um serviço preventivo, tendo em vista os últimos acontecimentos na capital”, disse.
Durante a ação, um jovem foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos sobre sua chegada na cidade. “Ele estava em um ônibus com atitude suspeita", explicou.
O comandante da Polícia Militar, major Lázaro Moura, informou que essas ações têm o objetivo de prevenir ações de criminosos na cidade e que todos os órgãos de seguranças estão envolvidos. “Reforçamos o policiamento nas ruas e no presídio. Estamos com barreiras nos acessos ao município e monitorando o fluxo de pessoas na região”, contou.
O autônomo José Cunha, de 40 anos, saiu de Tarauacá para Cruzeiro do Sule foi um dos que teve o carro revistado. Ele afirma que apoia a ação da polícia. “É muito importante esse trabalho para evitar que a bandidagem chegue na cidade. Todo mundo está assustado com o que está acontecendo e tem que agir”, finalizou.
Briga de facções no Acre
Desde domingo (16), o Acre registra uma onda de execuções que, segundo o secretário da Segurança, Emylson Farias, tem ligação com a briga entre duas facções rivais. O estopim dessa guerra aconteceu na noite de terça-feira (18), quando ao menos 25 criminosos de um grupo organizado armaram uma emboscada para matar presos do semiaberto ligados a uma facção rival. Quatro pessoas foram feridas e apenas um criminoso preso.
O ataque aconteceu na Unidade Prisional 4 (UP-4), quando os presos voltavam para dormir na unidade. No dia seguinte, o governo acionou 500 homens do Exército, destes 200 ficaram em Rio Branco e o restante em cidades da fronteira. Além disso, os 380 da chamada "Papudinha" foram  liberados do pernoite até esta sexta-feira (21).
O presídio Francisco d'Oliveira Conde (FOC) também registrou um início de motim na quarta-feira (19). O motim iniciou no pavilhão I, conhecido como "Chapão", onde ficam os sentenciados. A assessoria do Iapen confirmou que um grupo de presos começou a bater nas grades e a gritar, mas a situação foi contida a tempo. A visita íntima foi suspensa devido ao ataque registrado na noite anterior.
Na quinta-feira (20), uma briga durante o banho de sol no FOC deixou um ferido em Rio Branco. A Secretaria de Segurança Pública do Acre (Sesp-AC) informou que os presos usaram estoques durante a confusão no pátio da unidade.
No mesmo dia, durante a entrega de marmitas no presídio, os presos se rebelaram e tomaram conta de três pavilhões da FOC. Agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) entraram na unidade e, inicialmente, conseguiram retomar os pavilhões L e K. O Pavilhão J foi o último a ser controlado. Após a rebelião, em coletiva, o governo afirmou que dois carcereiros foram presos sob suspeita de fornecer armas para presos atuarem no complexo.
No total, quatro presos morreram. Um chegou a ser socorrido no Hospital de Urgência e Emergência, mas não resistiu. Além disso, 19 ficaram feridos.