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Com crise hídrica, 13 escolas devem racionar água em Acrelândia

Com a crise hídrica enfrentada pela população de Acrelândia, 13 escolas municipais devem iniciar um racionamento de água e usar o recurso apenas quando for estritamente necessário. De acordo com o secretário de educação da cidade, Nilson Mendes, a prefeitura deve fazer campanhas de conscientização contra o desperdício. O objetivo, segundo Mendes, é evitar a paralisação das aulas e também que o ano letivo seja afetado.


O município passa por racionamento desde o dia 6 de setembro devido à seca do reservatório de água. O secretário explica que as escolas possuem poço, mas a água é usada apenas para beber ou para cozinhar.
Já a água enviada pelo Departamento de Pavimentação e Saneamento (Depasa) abastece os banheiros, é usada na limpeza e lavagem de roupas de crianças que ficam na creche, entre outros serviços. É nessas situações que deve ocorrer o racionamento. No entanto, o órgão afirma que o abastecimento será garantido às escolas.
Ao G1, Justino Queiroz, diretor de gestão estratégica da Secretaria Estadual de Educação (SEE), informou que as que as unidades não dependem totalmente do abastecimento, pois possuem poço artesiano. Por isso, as aulas nessas escolas não serão paralisadas.
"Se acontecer de o Depasa não fornecer água, infelizmente isso vai afetar as aulas. Até o momento, garantiram que teremos água até o dia 10 de outubro. Vamos trabalhar com os alunos para não desperdiçarem e também um material para que os filhos conscientizem os pais. Apesar de já existir um racionamento do Depasa, vamos pedir que seja usado somente o necessário da água que chegar às escolas", destaca Mendes.
Abastecimento está garantido, diz Depasa
O diretor-presidente do Depasa, Edvaldo Magalhães, disse ao G1, no domingo (11), que o abastecimento está garantido e a população continua recebendo água a cada dois dias. Na terça-feira (13), o órgão deve discutir se aumenta o racionamento para três dias.  "Até o momento estamos otimistas", afirma o diretor.

Entenda o caso

No último dia 7 de agosto, as medições feitas pelo Depasa apontavam que o reservatório de água em Acrelândia devia manter oabastecimento por apenas mais quatro dias.

O depósito de água do município possui 2,8 metros, mas desde o dia 6 de agosto baixou mais de um metro e no ponto mais profundo marcou 75 centímetros de profundidade e chegou a marcar 25 cm em outros locais.
O racionamento na cidade, que tem uma população de ao menos 14,1 mil pessoas, foi iniciado no dia 6 de setembro. De acordo com o Depasa, Acrelândia é banhada pelo Rio Abunã, mas o uso do manancial como fonte de abastecimento é considerado inviável porque ele fica a 17 km da zona urbana do município.
A ampliação da rede de abastecimento e a construção de uma adutora do centro da cidade até a Vila Redenção são um dos motivos apontados pelo Depasa para a queda brusca no nível do reservatório.
Imagens divulgadas pelo Depasa mostraram a situação crítica devido a crise hídrica de Acrelândia. Nas imagens é possível ver a dimensão da seca que atingiu o reservatório de água da cidade.
O Depasa instalou uma bomba de captação em um reservatório menor e bombeou a água de quatro açudes de um piscicultor da região para o reservatório da cidade. As medidas, tomadas no último dia 9 de setembro, devem garantir ao menos 20 dias de água para a população, mesmo assim, o racionamento de dois dias foi mantido.