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Goleiro Weverton recorda início como atacante e caminho do Acre até a Olimpíada

Weverton contrariou expectativas. Enquanto muitos imaginavam que o goleiro chamado para a vaga de Fernando Prass sairia de equipes do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Minas Gerais, Rio Grande do Sul ou da Europa, o atleta que vem sendo destaque do Atlético Paranaense há alguns anos provou que, quando se prova a qualidade em campo, jogar em dos chamados grandes clubes do país não é requisito necessário para vestir a amarelinha.
“O paradigma é achar que só São Paulo e Rio de Janeiro tem grandes jogadores, e acho que é importante sempre ter alguém fora desse eixo, pode motivar os demais e mostra que a seleção não é para quem está em clube melhor, e sim para quem está melhor”, opinou o goleiro.
O jogador ainda destacou a dificuldade de ser reconhecido devido as suas origens. Weverton, a exemplo de Thiago Maia, que é de Roraima, vem da região Norte do país, tendo nascido no Acre. E começar no futebol em um local onde a popularidade do esporte não é tão difundida como no eixo Sul-Sudeste do país faz com que o esforço precise ser redobrado.
“Acho que quem está mais no centro vai correr na reta, nós que somos lá do Norte temos que correr sempre mais na subida. Temos que demonstrar bem mais, por virmos de cidades que não são tradicionais no futebol. Mas isso foi superado e agora eu vou ter que justificar a confiança que o Micale depositou em mim”, pontuou.
Weverton ainda lembrou de um fato curioso de quando iniciaria sua carreira como goleiro no Juventus do Acre. O arqueiro contou que sua posição favorita até então era no ataque, onde garante que dava conta do recado e era artilheiro. Mas foi em uma oportunidade se destacando embaixo das traves que ele foi captado por um olheiro do time acreano que o levou para treinar.
“Quando comecei a jogar era atacante, mas aí veio aquela velha história quando falta goleiro e precisa alguém completar, falaram ‘bota o Weverton no gol’ e eu arrebentei. Aí, um olheiro da escolinha do Juventus me viu e comecei a fazer trabalho específico de goleiro. Mas eu era atacante, camisa 9, e fazia gol”, revelou o atleta, que jogou pelo time acreano a Copa São Paulo de Juniores de 2006, e posteriormente foi contratado pelo Corinthians, onde fez sua estreia profissional.