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Ex-prefeito preso pela PF-AC sai de presídio e vai para prisão domiciliar

O ex-prefeito de Brasileia, Aldemir Lopes, preso preventivamente pela Polícia Federal no Acre, deixou, nesta segunda-feira (8), a Unidade de Regime Fechado 4, popularmente conhecida como 'Papudinha', após ser beneficiado com o direito de prisão domiciliar. A informação foi confirmada, nesta quarta-feira (10), pelo advogado de Lopes, João Artur.
Lopes estava preso desde o dia 15 de julho, quando a PF deflagrou a ''Operação Metástase", que investiga o desvio de mais de R$ 7 milhões em recursos públicos na cidade de Brasileia, no interior do Acre. O dinheiro teria sido gasto com pagamento de propinas, desvios de verbas e contratos fraudulentos desde 2013.
Na época, o delegado responsável pelas investigações, Fares Feghali, informou que o ex-prefeito foi preso porque estaria coagindo as testemunhas do caso. O advogado de defesa de Lopes, porém, nega a acusação.
"O processo não narra nenhuma coação ou nenhum contato que o Lopes teria tido com nenhuma testemunha do processo. Na verdade, havia um advogado atuando no processo, e o delegado entendeu que esse advogado estava atuando sob orientação do ex-prefeito, mas nada disso foi provado. Tanto que a prisão dele foi revogada e decretada a prisão domiciliar", afirmou o advogado.
Com a decisão, o ex-prefeito passa a usar uma tornozeleira eletrônica e não pode sair de casa, segundo informou a defesa. "O procedimento era tentar tirá-lo da prisão, e conseguimos, por enquanto. Agora, vamos esperar para pedir também a revogação da tornozeleira. Assim como provamos para o juiz que não tinha necessidade da prisão, vamos provar que não tem necessidade da tornozeleira", disse.
Operação Metástase
A Polícia Federal descobriu, durante a ''Operação Metástase", o desvio de mais de R$ 7 milhões em recursos públicos na cidade de Brasileia, no interior do Acre.

O dinheiro teria sido gasto com pagamento de propinas, desvios de verbas e contratos fraudulentos desde 2013. A informação foi repassada pelo delegado Fares Feghali.
Durante a operação, realizada no dia 14 de julho, foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão nas cidades de Brasileia, Epitaciolândia e Rio Branco.  O ex-prefeito de Brasileia, Aldemir Lopes, foi preso 
O suspeitos foram indiciados por organização criminosa, lavagem de capital, corrupção passiva e ativa e peculato. Feghali explica ainda que o ex-prefeito foi preso porque estaria coagindo as testemunhas do caso. A investigação aponta que a organização usava empresas fantasmas e notas frias para desviar verbas.