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Esquema foi criado na gestão Jamyl Asfury, rebate advogado de Rostênio e Irlan

O advogado Antônio Jorge Melo, que defende o ex-secretário de Habitação e Interesse Social, Rostênio Souza, e o ex-coordenador do Departamento Social, Irlan Lins, rebateu as acusações da Polícia Civil e disse que o esquema para venda ilegal de casas populares começou na gestão do ex-secretário Jamyl Asfury, iniciada em 2015.
Procurado para comentar as afirmações do advogado, Jamyl Asfury afirma que o advogado está equivocado. “Eu acho que ele deveria ler os autos do processo, porque lá mostra que o esquema data de 2013, época anterior à minha gestão, que só começou em abril de 2015, ou seja, isso já existia lá dentro, e eu denunciei após Cleuda e Rossandra me entregarem as provas”, alega.
O ex-secretário Jamyl Asfury reafirmou que a denúncia sobre o esquema de corrupção montado na Sehab foi apresentada por ele, quando encaminhou ofício ao secretário de segurança Emylson Farias, solicitando que a Polícia Civil instaurasse um processo de investigação para chegar a todos os responsáveis pela comercialização ilegal de casas do programa habitacional do Acre.
Antônio Jorge afirma que na época em que os clientes dele trabalhavam na Sehab todos os processos eram trabalhados com lisura, e que não havia venda de residências populares. “Esse esquema de distribuição de casas é exclusivamente da gestão depois do senhor Rostênio. A distribuição de casas já existia, mas com esquema de venda só nesse. Meus clientes são inocentes”, afirma.
O fato é que o juiz Gilberto Matos, titular da 2ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco, determinou uma devassa na casa de Rostênio e Irlan. Além disso, autorizou busca e apreensão também na casa em que vive Márcio Goes, um ex-servidor da Sehab, no bairro Universitário, em Rio Branco.
O advogado afirma que não houve condução coercitiva e que ambos os clientes foram convidados a prestar esclarecimentos junto à delegacia de polícia. O advogado Antônio Jorge destacou ainda que Rostênio e Irlan sempre se mantiveram disponíveis a cooperar com as investigações.
4ª FASE DA OPERAÇÃO LARES
Em comunicado à imprensa, a Secretaria de Polícia Civil informou que além das buscas e apreensões, todos os três receberam ordens judiciais que os proíbem de se aproximar de qualquer uma das testemunhas. Um dos alvos, Márcio Goes, por se tratar de um servidor ainda lotado na Sehab, também foi afastado das funções administrativas.
INVESTIGAÇÕES
A Operação Lares já ouviu mais de 250 pessoas e identificou a venda de 40 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida. 53 pessoas envolvidas no esquema já foram indiciadas perante a justiça e parte das investigações foi encaminhada para que a Polícia Federal dê continuidade.
FASES ANTERIORES
Na primeira fase da Operação Lares, Ministério Público Estadual (MPE) e Polícia Civil (PC) fizeram apreensões de documentos e cumpriram mandados de condução coercitiva direcionados a servidores da Secretaria de Habitação, uma servidora da Junta Comercial do Acre (Cleuda Maia, irmã do ex-deputado Geraldo Pereira, do PT), e ainda supostos beneficiados pelo esquema.
Já na segunda fase, as investigações apontaram para a prisão de supostos condutores do esquema. Entre o grupo de quatro presos (Marcos Huck, Rossandra Melo, Cícera Dantas e Daniel Gomes), diversas outras pessoas foram ouvidas pelo delegado. Pensava-se que cerca de 60 podiam ser indiciadas a partir daquele momento.
Numa terceira fase, a Polícia Civil, sob o comando do delegado Roberth Alencar, que administra as investigações, cumpriram mandados de despejo em residências construídas com recursos públicos e que teriam sido entregues às famílias de forma irregular. Muitas casas foram depredadas após os despejos. Alguns moradores foram denunciados por dano ao patrimônio.
A quarta fase da operação foi deflagrada nesta sexta-feira, 08 de julho, para o cumprimento de três mandados de busca, apreensão e intimações para depoimento ao delegado Roberth Alencar.