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Durante a madrugada policiais encapuzados aterrorizam famílias acampadas no hall da Aleac

Na madrugada desta quinta-feira (7), um grupo entre 10 e 12 policiais supostamente civis aterrorizou os manifestantes desabrigados que estão morando temporariamente no hall da Assembleia Legislativa do Estado.
Os policiais fortemente armados ocuparam o local durante meia hora e foram embora sem dar maiores informações aos desabrigados. Com exceção do comandante da equipe, os demais estavam encapuzados, escondendo o rosto com toucas tipo “ninja” e com armas longas, tipo fuzil, metralhadora e espingarda nas mãos.
Os desabrigados revelaram que eram por volta de duas horas da madrugada quando foram acordados por duas viaturas da Polícia Civil e com o grupo de encapuzados portando armas no local. Somente a pessoa que se apresentou como delegado estava com o rosto visível e se dirigiu para a portaria da Aleac e conversou brevemente com o vigia, sem maiores explicações.
Enquanto isso, alguns dos supostos policiais se aproximaram de um dos desabrigados, de nome Pedro, que não possui barraca e dorme em uma cama no local. Como o rapaz estava acordado, foi abordado pelos policiais, que perguntaram se ele não dormia. “Como dormir com uma ação destas, com encapuzados armados em nossos narizes?”, questionou Pedro.
Os desabrigados disseram que foi um clima de terror, sendo que ninguém disse a eles o motivo de tal  ação. “A gente só via mascarados e as armas enormes nas mãos deles, que, se não apontavam diretamente para nós, ficavam em posição de prontidão de tiro, de forma ameaçadora”, disse Aline.
Conforme informações obtidas, somente ao vigia da Aleac foi dito que os policiais estavam em busca de supostos traficantes no local. “Mas tem câmera e os policiais poderiam ter requisitado as imagens se quisessem saber de algo”, argumentou Esther.
Ela ressaltou que para coagir os pobres existe todo um aparato policial, com gastos de recursos  públicos, mas para viabilizar uma casa não tem como. “Estamos assustados e com medo, mas continuamos na luta.”
Esta é a terceira vez que ações assim por parte da polícia ocorrem no local, mas ninguém dá uma posição aos desabrigados sobre quando vão receber uma casa. Da primeira vez que os policiais estiveram no  hall, levaram os documentos das pessoas e os devolveram dias depois.
São cerca de 40 famílias abrigadas no hall da Aleac, enquanto somente no conjunto Cidade do Povo existem cerca de 500 casas desocupadas.
A assessoria de imprensa da Polícia Civil foi procurada, mas até o fechamento da reportagem não se pronunciou .