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Álcool Verde é acusada de recusar trabalhadores do município de Capixaba

O vereador George Eduardo (PSDC), da cidade de Capixaba – localizada cerca de 77 km da capital – denunciou que a empresa Álcool Verde estaria se recusando a contratar trabalhadores do município para a safra deste ano. O mal-estar, segundo o vereador, foi gerado por causa de um deputado da base do Palácio Rio Branco “que falou mal da empresa na Assembleia Legislativa e por falta de apoio do prefeito Vareda”, disse. A direção da empresa negou os fatos, esclareceu que a contratação de trabalhadores prioriza currículos de quem tem experiência.  Porém, a empresa confirmou redução na safra de cana-de-açúcar que será processada este ano.

Para George Eduardo, a conduta adotada pela empresa este ano pegou os trabalhadores de surpresa. “Tem gente que se prepara o ano inteiro para esta data, pessoas que só sabem mexer com isso”, acrescentou o vereador.

George acrescentou que esteve pessoalmente na Álcool Verde nesta semana e que na conversa com a direção da empresa ouviu reclamações da base do governador Sebastião Viana e do prefeito Vareda.

“O que o senhor Roberto se queixou foi de um deputado estadual que falou mal da empresa na Assembleia e da falta de apoio do prefeito Vareda, que embora tenha sido educado com ele, não disponibilizou uma máquina para construir uma pista de pouso no local”, comentou o vereador.
Ainda segundo o vereador, Roberto, o diretor da Álcool Verde, teria dito que se o município não quer parceria, não merecia ser contemplado com vagas de trabalho. O assunto já havia repercutido pelas redes sociais, onde uma das pessoas que supostamente teve currículo negado por ser da cidade de Capixaba, Ramom Castro, publicou sua indignação.

“Este ano a Usina Álcool Verde não vai mais contratar pessoas do município de Capixaba por conta de uma notícia que publicaram que a Usina está com débito em vários setores…” ,escreveu o internauta.

O assunto relacionado a dívidas com fornecedores também foi relatado entre o vereador e o senhor Roberto, que é o novo diretor administrativo da empresa. “Ele [Roberto] se demonstrou revoltado com as cobranças que tem recebido de fornecedores”, voltou a comentar George.
O deputado licenciado Lourival Marques, atualmente secretário da Seaprof,  foi quem colocou em xeque a gestão da empresa . A denúncia de que a empresa devia há cerca de nove anos fornecedores do município de Capixaba partiu mesmo da base aliada do governo, foi feita pelo então deputado.

“Este Grupo Farias está deixando uma dívida que vai do borracheiro ao pecuarista, do dono de hotel ao dono de restaurante, fazendo com que a economia de Capixaba seja prejudicada, uma empresa que teve total apoio do governo e dos produtores que acreditaram no cultivo da cana”, diz Marques.

O OUTRO LADO
Procurado na manhã de hoje pela reportagem, o diretor da empresa, senhor Roberto, negou os fatos.

Com relação a recusa de contratação de trabalhadores do município de Capixaba, o diretor geral afirmou que a empresa está priorizando currículos de quem trabalhou ano passado, e que nessa lista, tem pessoas da cidade de Capixaba.

“O número de vagas é pequeno, a necessidade de emprego é muito grande, ai vem aquele monte, um monte da cidade de Senador Guiomard. O número de vagas que sobraram é pequena, vem gente até de Rio Branco. A queixa maior é essa”, explicou Roberto.

O diretor evitou falar de mal-estar político e disse que esse assunto quem puxou foi o vereador George em visita a direção. Roberto disse que das 200 vagas disponíveis esse ano, 30 já foram preenchidas por trabalhadores que vieram do nordeste.

“O restante que sobra é pequeno, mas tem trabalhadores lá da região deles”, acrescentou o diretor.

Safra processada este ano é a mesma de seis anos atrás quando a empresa foi reaberta
A safra que está prevista de ser processada a partir da próxima semana, 150 mil toneladas de cana-de-açúcar, é a mesma de 2010, quando a empresa reabriu suas portas depois de 20 anos fechada.

A previsão com o volume de cana a ser processado é de uma produção de 170 mil litros de álcool combustível por dia, o que representa um total de 6 a 7 milhões de litros de álcool por safra. Para George, a baixa no volume de combustível fabricado confirma que a empresa não se consolidou como a grande salvadora da pátria como indústria da região.

“Venderam gato por lebre, criaram expectativas e sonhos para centenas de jovens de nossa cidade”, comentou o vereador.

De fato, a empresa já gerou mais de 400 empregos diretos e cerca de três mil empregos indiretos. R$ 30 milhões foram investidos na reativação da usina em 2010 pelo ex-governador Binho Marques e o Grupo Farias.