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Perpétua nunca destinou um único centavo para Capixaba, diz prefeito Vareda após deixar PCdoB

O prefeito de Capixaba, Otávio Vareda, recém-filiado ao Partido da República (PR), comandado no Acre pela ex-deputada federal Antônia Lúcia (PR), fez seu discurso de estreia no campo da oposição para uma plateia formada pelas principais lideranças de oposição ao petismo acreano. Emitiu recados diretos aos caciques do grupo político, afirmando que a unidade não pode ser apenas de palavras.

Eleito prefeito em 2012 pelo PCdoB, Vareda ainda fez críticas ao seu ex-grupo político, a Frente Popular do Acre. Ele afirma que a Prefeitura de Capixaba nunca recebeu um único centavo de emendas parlamentares da ex-deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB), derrotada em 2014 na disputa pelo Senado.

Ao ouvir os discursos dos pré-candidatos oposicionistas à Prefeitura de Rio Branco Raimundo Vaz (PR), Eliane Sinhasique (PMDB) e Francineudo Costa (PSDB), que falaram sobre unidade na oposição, Vareda disparou criticas e cobrou que a união vá além das palavras. “Precisamos de união, mas que não seja só de palavras. Vocês falam de unidade, mas a gente sabe que quem decide isso não é só vocês, e eu não vejo aqui os verdadeiros caciques dos partidos, os cardeais que mandam. Eu queria ouvir isso dos cabeças mandantes”, afirmou.

Vareda também declarou que a unidade precisa ser comprovada e efetiva para que, assim, o grupo consiga tirar o PT do poder. “Essa unidade não pode ser só de palavras que o vento leva. Vocês têm que exigir essa união dos caciques e têm que estar preparados para quando os caciques vierem aqui tentar mudar tudo que conversaram antes. Precisam dizer a eles que eles vão mandar lá no PT, que aqui não tem dono”, recomendou ele a seu estilo desenvolto de fazer política.

Em entrevista à ContilNet, Vareda criticou a ausência dos presidentes dos principais partidos de oposição ao PT no Acre, como PSDB, PSD, DEM e PMDB. “Eles nunca comparecem, eles estão sempre ocupados, é sempre a mesma história.”

O ex-comunista disparou especificamente contra o deputado federal Flaviano Melo – presidente do PMDB no Acre -, afirmando que não se pode estar nas mãos do peemedebista a decisão sobre os rumos da sucessão municipal da capital. “Assim o PT continua no poder ainda mais alguns anos”, analisa Vareda.
Vareda afirmou que deixou o PCdoB por não ter sido valorizado dentro da sigla e por ter faltado apoio dos comunistas a sua gestão. “Nunca a [ex-deputada] Perpétua Almeida destinou um centavo de emenda [parlamentar] para Capixada. O Edvaldo Magalhães [líder do PCdoB no Acre], que foi da Secretaria de Desenvolvimento, nunca fez nada por Capixaba”, revela ele.

Vareda afirmou que, das poucas lideranças do PCdoB do Acre pela qual tem respeito, é o ex-deputado Moisés Diniz. “É um homem de verdade, um que merece meu respeito.”

O ex-militante do PCdoB afirmou à ContilNet que resolveu abandonar a legenda após ter recebido uma carta com ameaças de expulsão pelo fato de ter apoiado, em 2014, a reeleição do deputado Éber Machado (PSDC), em detrimento de candidaturas do partido. “O Éber foi dos poucos que me ajudaram, e um homem tem que saber ser grato, foi por isso que o apoiei. Mesmo assim liberei os cargos comissionados [da prefeitura] para votar no Eduardo Farias [ex-líder do PCdoB na Aleac não reeleito]. Daí eles [os dirigentes] me mandaram uma carta afirmando que, ou eu saia do partido, ou eles me expulsavam. Eu sai”, conta o prefeito.


Vareda ganhou notoriedade na política acreana por seu estilo. Pelas ruas da pequena Capixaba é possível encontra-lo andando em uma bicicleta tombada como patrimônio municipal. Suas vestes e fala refletem o modo de vida da população rural do município, um dos principais polos da produção agropecuária do Acre.