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Jornalista denuncia abuso de poder durante abordagem e chama policial federal de “babaca”

O jornalista Tião Vitor, assessor de imprensa do deputado federal Cesar Messias, usou as redes sociais para denunciar suposta abordagem ilegal de policiais federais feita a ele e a esposa na noite de domingo (29), em Rio Branco.
Tião afirmou que a viatura conduzida pelos por agentes da Polícia Federal trafegava em alta velocidade, com o giroflex desligado, e ainda realizava manobra irregular.
De acordo com o jornalista, os policiais que desceram da viatura para abordá-lo estavam vestidos à paisana e pareciam, de acordo com descrição dele, terem vindo de um piquenique. Um deles aparentava estar bêbado.
Tião classificou os policiais como “babacas” e relatou que por volta das 18h15min, quando foi deixar a esposa no trabalho, quase que foi atropelado por uma viatura da Polícia Federal.
“A viatura, que estava com o giroflex desligado e vinha em grande velocidade, invadiu a rotatória, aquela lá próxima ao Igarapé São Francisco, a que dá acesso à estrada da Penal. Foi por um triz. A caminhonete da PF parou em cima, cerca de meio metro da porta do passageiro onde estava a minha mulher. Pois bem, segui adiante, já que nada se deu, mas num [sic] é que pouco adiante percebi que a viatura estava me seguindo, agora com o giroflex ligado.”
O jornalista continua o relato afirmando que foi abordado de forma indevida pelos agentes que estavam à paisana.
“Um sujeito saiu da porta do passageiro e me abordou pedindo documentos. Perguntei por quê, o que tinha feito, mas ele disse novamente: ‘apenas documentos’, em tom imperativo. Enquanto entregava os documentos, perguntei se tinha sido pelo fato de terem quase nos matado na rotatória. Neste instante a outra ocupante do veículo, a que dirigia a viatura, saiu do carro e foi dizendo: ‘vocês me fecharam, estavam errados, o que pensam que estavam fazendo?’ [eu] Disse que os errados eram eles, que foram irresponsáveis. Minha mulher questionou o motivo de estarem à paisana numa viatura caracterizada, o babaquinha só disse: ‘aqui é Federal, é Federal’, enquanto rodeava meu carro e verificava a placa. A mulher olhava e me acusava de ter quase provocado o acidente. Foi aí que entendi que estavam tentando me intimidar.”

Tião Vitor afirmou ainda que fora ameaçado por um dos policiais. ”Peguei o telefone no carro e fotografei a placa da viatura, e fiz essa foto aí meio fora de foco do policial ‘babaca 1’ que primeiro me abordou. Ele tentou me ameaçar dizendo: ‘se me fotografar vai…’ Não terminou a frase porque já fui perguntando: ‘vai o quê? Aí, creio que eles perceberam que não estavam tratando com um idiota qualquer. Ele já foi dizendo: ‘a gente só queria saber o que estava acontecendo’. Retrucamos que aquilo era uma tentativa de intimidação e que iria representar contra os dois amanhã cedo. Seguiu-se um breve bate-boca, e eles resolveram nos liberar.”
Para o jornalista, os policiais pareciam ter saído de um piquenique. “O detalhe interessante é que eles estavam em uma viatura oficial, ou seja, um carro caracterizado da Polícia Federal, mas estavam à paisana. Ele estava de camisa regata cinza, de bermudão, que não lembro a cor, e ela de blusa preta, dessas casuais e de short branco a meia coxa. Os dois pareciam ter saído de um piquenique. Ele aparentava ter bebido, já ela não sei, pois não se aproximou muito de mim. Minha mulher até ficou me questionando dentro do carro se eles realmente seriam policiais, se não seriam qualquer um que teriam se apossado da viatura, já que as atitudes eram por demais suspeitas.”

O assessor prometeu entrar com um processo investigativo contra os supostos policiais. “Como prometi, amanhã [segunda] cedo vou procurar a corregedoria da Polícia Federal para fazer uma representação contra esses dois sujeitos. Não creio que a função de um policial federal seja de intimidar pessoas no trânsito por conta de barbeiragem feita pelos próprios”, concluiu.
A reportagem entrou em contato com a assessoria da PF no Acre, que informou que o superintendente da instituição não se pronunciará sobre o caso antes da devida apuração.