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Apóstolo fala em possível “influência das trevas” na morte de bebês na maternidad

Convidado para fazer uma oração durante o protesto contra supostos casos de negligência na Maternidade Bárbara Heliodora, o apóstolo Daniel Jordão falou de uma possível “influência das trevas” que estaria ocasionado a morte de bebês na unidade. A manifestação, que contou com a presença de familiares e mães que perderam seus filhos, ocorreu na manhã desta segunda-feira, 02, na frente da maternidade.

A declaração do apóstolo Daniel foi dada momentos antes da intercessão “pelas mães e profissionais da maternidade”. “Satanás é muito sagaz. A gente não veio aqui pra acusar ninguém. A gente sabe das limitações do corpo médico. A gente sabe que o governo tem as limitações também. Mas nós viemos aqui pra orar, pra abençoar vidas e abençoar essas mães que estão tristes, que não tem o que comemorar, que tiveram seus filhos aqui mortos, que tiveram que sair daqui com seus bebês mortos ao invés de vivos. E se tiver alguma coisa das trevas atrapalhando nós declaramos vida em nome de Jesus”, afirmou o apóstolo.

Foram feitas duas orações. A primeira, sob uma tenda montada no local pelos manifestantes. Depois, o apóstolo e o grupo formaram um círculo de mãos dadas ao redor da escultura localizada na frente da maternidade e fizeram uma oração simbólica com as mãos estendidas para a estátua. “Se houver alguma influência espiritual nessa escultura todo mal será quebrado. Não é a estátua. É o mal que será quebrado”, afirmou o apóstolo Daniel.


A escultura, apelidada de “gordinha da maternidade, foi inaugurada em 2010 no governo Binho Marques durante a reinauguração da maternidade Bárbara Heliodora. Na época, o monumento foi motivo de piada e bastante criticado.
Entre parte dos evangélicos havia a crença de que se tratava de uma entidade ou versão atual de desuses da antiguidade. Um servidor da maternidade, que não quis ser identificado, disse acreditar que há uma influência espiritual através do monumento. Em conversa com o apóstolo Daniel, logo após a oração, o servidor se aproximou e disse que quase que diariamente “um homem oferece flores à escultura. Ele não é daqui. Ele vem e deposita nos pés dela”, disse.

Por outro lado, o apóstolo disse que desconhece “a estátua historicamente. Mas se alguém fez ela com alguma intenção maligna nós já oramos e quebramos o poder das trevas nesse lugar. Ela já está sem forças em nome de Jesus”, concluiu.

À época, o governo afirmou que o monumento foi erguido para homenagear a vida, a beleza da mulher grávida e fora do padrão de beleza imposto pela sociedade.


No protesto, os manifestantes vestiram a estátua de preto representando luto.