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Família denuncia que idosa precisa de UTI, mas aguarda cirurgia no corredor do HUERB

A família de Cleonice da Cunha Matos, de 78 anos, internada desde a última segunda-feira no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (HUERB) acusa os médicos e a direção da unidade de saúde por suposta negligência médica no atendimento da idosa que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) no dia 28 de fevereiro, em Sena Madureira e aguarda há quatro dias por uma vaga na Unidade de Tratamento Intenso (UTI).
O diretor-geral do Huerb, pastor Rodson Souza, nega que a idosa não esteja recebendo um atendimento adequado. O gestor disse que entende a dor dos familiares, mas que a equipe médica estaria fazendo o atendimento necessário para manter estável, o quadro de saúde de Cleonice Matos. “Temos UTI em vários hospitais públicos, a questão é que a unidade que atende casos neurológicos é o Huerb e neste momento estamos esperando uma vaga”.
Segundo a sobrinha da paciente, Mirna Cunha, a idosa Cleonice da Cunha Matos recebeu o primeiro atendimento no hospital de Sena Madureira, mas o diagnóstico foi impreciso e os médicos do município demoraram fazer o encaminhamento para Rio Branco. “O médico deduziu que seria apenas um choque térmico, que não precisava transferir minha tia para Rio Branco, priorizando uma vítima de um acidente”, ressalta.

Mirna Cunha relata que após muita insistência da família, os médicos autorizaram a transferência de Cleonice da Cunha. “Depois que chegamos aqui no Pronto Socorro, ela foi jogada no canto de uma parede, tomando soro para aguardar a cirurgia, nisso já se passam 4 dias, não tem vaga UTI, não tem respirador para ela e a vaga que surgiu foi dada para uma jovem de 22 anos, eles não respeitam a prioridade dos idosos”, desabafa.

O pastor Rodson Souza nega que a paciente esteja jogada no canto de uma parede. Ele afirma que Cleonice da Cunha foi colocada em uma unidade semi-intensiva. “Esta vaga na UTI que a família alega que foi preenchida por uma jovem, na verdade foi cedida para um servidor que levou um tiro na cabeça e estava perdendo massa encefálica. Era um caso de emergência extrema, não poderíamos deixar de atender este caso”, informa.

Os familiares de Cleonice da Cunha Matos, procuraram o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) e a Defensoria Pública do Acre, para tentar conseguir uma vaga na UTI do Hospital, através da Justiça. “Os médicos e os servidores não prestam informações, nos tratam mal, parece que agem de má vontade. Minha tia já sofreu duas paradas cardiorrespiratórias, ela precisa fazer uma angiografia, mas até o momento nada foi feito”, diz Márcia Matos.


A direção do Pronto Socorro afirma que vem mantendo a família informada de todos os procedimentos. “Eu entendo o que esta família está passando, mas quero esclarecer que não há informações desencontradas, nem má vontade dos médicos. Sempre que fomos procurados, nós relatamos todos os procedimentos. No caso das paradas cardiorrespiratórias, o atendimento foi imediato. Assim que surgir a vaga a paciente será colocada na UTI”, enfatiza Rodson Souza.