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Hildebrando não anda, cai da cadeira de rodas e depende até dos de agentes penitenciários

A porta do apartamento onde o ex-coronel Hildebrando Pascoal está internado, na Santa Casa de Misericórdia, deve ficar aberta. É recomendação da médica Eliene Nunes, que cuida pessoalmente do ex-deputado. “Isso facilita a prestação de socorro. O paciente tem uma estrutura óssea fragilizada e não consegue mais caminhar sem o amparo de outra pessoa. As dores na coluna são terríveis, e vez por outra ele precisa de ajuda para fazer suas necessidades”, relatou a médica. Hildebrando já não levanta sozinho da cama.

Hildebrando faz uso de uma medicação forte para aliviar a dor, e, embora lúcido, nem sempre está comunicável. Vive a maior parte do tempo sedado e a necessidade de tomar banho de sol é suprida pela administração venosa de vitamina B. A pracinha da Santa Casa deveria ser utilizada por ele, mas o próprio paciente prefere ficar dentro do apartamento.

Dois agentes penitenciários fazem plantão no corredor do último andar da Santa Casa. Eles ajudam as enfermeiras na locomoção de Hildebrando, que já caiu da cadeira de rodas várias vezes. “Essas quedas não ajudaram na evolução clínica do paciente”, relata a médica.

O poder analgésico da medicação, como disse a médica, já não é o mesmo. A família foi comunicada que Hildebrando precisa tomar Morfina, mas há o receio de que a droga cause dependência. “O paciente já relatou que não quer tomar Morfina. Ele já se submeteu a esse medicamento e os efeitos colaterais lhe impuseram um sofrimento ainda maior. Nós faremos novos exames para atestar a urgência de mudar os remédios. Creio que um dia ele terá, sim, que fazer uso da morfina, pois as dores o incomodam demais”, concluiu a médica.

Familiares de Hildebrando consideram que o atendimento na Santa Casa “é o melhor possível”. Os enfermeiros opinam que se ele voltar ao presídio poderá correr riscos de morte.

Fim da conversa no bate-papo

Da Redação, Veja Política